JORNAL DOS ECONOMISTAS – EDIÇÃO DE OUTUBRO DE 2019

Jornal dos Economistas - Outubro 2019

JORNAL DOS ECONOMISTAS – EDIÇÃO DE OUTUBRO DE 2019

Esta edição volta ao tema da privatização, processo radicalizado no governo Bolsonaro, que pretende vender até empresas lucrativas e estratégicas como a Eletrobrás, para não citar os planos de entrega da Petrobrás.

Ladislau Dowbor, da PUC-SP, critica o maniqueísmo do debate entre privatização e estatização. Há atividades que funcionam melhor no setor privado e outras que precisam ficar com o Estado. Mas não é essa a racionalidade que guia as privatizações atuais, em geral negociatas para que grupos privados, nacionais e internacionais, se apropriem de patrimônio público.

Marcio Pochmann, da Unicamp, faz um interessante histórico do liberalismo e processos de estatização e privatização no Brasil. Os pressupostos do anarcocapitalismo ganharam relevância no governo Bolsonaro, engajado em desfazer, não reestruturar, o setor produtivo estatal, entregando-o a empresas privadas nacionais ou estrangeiras.

Antonio Lacerda, do Cofecon, entende que a privatização não é a solução para os problemas econômicos do país, porque gera receitas de uma só vez, que apenas financiam gastos correntes; não origina novos investimentos; tende a aumentar as despesas em dólar sem produzir receitas na mesma moeda; e pode criar monopólios privados.

Adhemar Mineiro, da UFRRJ, ressalta que a venda de empresas públicas dará aos investidores externos e internos a chance de se apropriarem de ativos, sem que haja expansão da capacidade produtiva. Os números e a política econômica em curso indicam que 2020 será mais um ano – o sexto – de crise.

Marcelo Carcanholo, da UFF, critica a panaceia da privatização, apresentada como solução, por exemplo, para o déficit fiscal, mesmo no caso da venda de estatais lucrativas. Ou para a redução da dívida pública, desconsiderando que ela tem outros determinantes. A privatização é um grande negócio… para quem compra.

Fora do bloco temático, publicamos o primeiro artigo de uma série do Fórum sobre o orçamento da cidade do Rio de Janeiro, motivada pela proximidade das eleições municipais de 2020. O primeiro texto analisa a evolução e a composição da dívida carioca entre 2010 e 2019.

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